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Culinária Afrodisíaca PDF Print E-mail

Série Esmalte Vibrante: Culinária Afrodisíaca

Denomina-se afrodisíaco a qualquer substância no qual se atribuem propriedades estimulantes sexuais. O nome deriva da deusa grega Afrodite, divindade relacionada ao amor em seus diversos aspectos. È a combinação de ingredientes que aguça nossos 5 sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.

Propor uma mesa apetitosa é a preparação do clima para saciar um dos instintos que é o da fome. Exatamente ao que o sexo se propõe: saciar outro instinto.

Um prato interessante, bem produzido, com toque exótico seduz e uni a gula à luxúria. Importante lembrar também que os alimentos estão relacionados a movimentos como morder, chupar, lamber, sorver e sugar, que estão intimamente ligados ao ato sexual.

O cheiro exótico produz uma sensação de curiosidade, de vontade de provar, de querer, de desejar. O preparo do prato é como arrumar o quarto ou a cama, assim vai se construindo o clima para o namoro, o sexo, o tesão.

Alguns alimentos que desde a Antigüidade estão vinculados ao aumento ou manutenção do desejo sexual.

Abacate: a palavra provém do asteca awacatl, que significa testículos. Durante a sua colheita as virgens astecas eram proibidas de sair de casa.

Alcachofra: há algo de ritualístico no processo de despir a alcachofra, removendo suas folhas uma a uma para molhá-las num molho de azeite, limão, sal, e pimenta. Depois, para chegar ao “coração” da alcachofra abre-se uma região repleta de fibras, semelhantes a pêlos, para finalmente saborear o que estas fibras encobrem.

Baunilha: a palavra baunilha sugere propriedades amorosas, pois provém do espanhol 'vainila', um diminutivo de 'vaina', que quer dizer vagina. Já era usada pelos astecas para dar sabor ao chocolate. É considerado um afrodisíaco poderoso que atua tanto pelo seu cheiro como pelo seu sabor. Só deve ser ingerida a baunilha natural; sua essência pode ser adicionada ao banho para produzir um suave estímulo amoroso.

Chocolate: contém o aminoácido triptofano que aumenta a produção de serotonina (responsável pela sensação de bem-estar). É feito com cacau, açúcar e outras substâncias aromáticas. Desde os astecas é considerado poderoso afrodisíaco. Eles tomavam uma bebida feita de cacau para homenagear a Deusa do Amor. O Imperador Montezuma tomava cerca de 50 taças por dia e teve 19 filhos.

Cravo: como afrodisíaco já era conhecido na China e logo chegou à Europa. O naturalista medieval dinamarquês H. Harpenstreng dizia que os cravos aumentavam o desejo do homem pela mulher além de melhorar a digestão. É tido como um dos mais potentes afrodisíacos naturais. É eficaz, também, para combater o cansaço mental e a perda de memória.

Gengibre: nas Ilhas Salomão o gengibre é considerado muito eficiente na estimulação sexual. Por toda a Ásia, da China à Turquia, o gengibre tem reputação sólida de ser um forte afrodisíaco. Sabe-se que Madame du Barry, uma cortesã francesa do século XVIII, misturava gemas de ovos e gengibre para estimular seus amantes, dentre eles nobres e o rei.

Mel: o manual sexual Jardim das Delícias afirma seus poderes afrodisíacos em uma história de um ancião que passou 50 dias tendo relações sexuais após ter ingerido, por 3 dias seguidos, ovos fritos em manteiga e embebidos no mel. A mistura do mel com as carnes também têm registros nas orgias durante o Império Romano.

Ostras: têm grande quantidade de fósforo, iodo e zinco. Este último elemento ajuda na produção de testosterona, o hormônio masculino fundamental para a excitação sexual. Quando Afrodite surgiu do mar na concha de uma ostra e logo deu à luz a Eros, deu também à luz a um novo afrodisíaco. Os romanos foram os primeiros a conhecerem os poderes afrodisíacos das ostras. Segundo biógrafos, Casanova consumia 50 ostras cruas todas as manhãs na banheira em companhia da mulher por quem estava interessado no momento.

Pimenta: a pimenta vermelha é rica no alcalóide capsiacina. É usada como afrodisíaco desde os egípcios, gregos e romanos. Os árabes não só adicionavam pimenta à comida mas também a usavam de outras formas. O Jardim Perfumado fornece a seguinte receita: mastigar uma pequena pimenta; colocar uma determinada quantidade sobre a cabeça do pênis e depois praticar o coito. Fontes indianas recomendam o consumo diário de um copo de leite com 6 pimentas pretas e 4 amêndoas esmagadas. Isto terá o efeito de um tônico para o sistema nervoso e revigorante sexual. Os romanos costumavam esfregar as plantas dos pés com pimenta e o pênis com urina de um touro que tivesse acabado de copular. Na América Latina, desde os astecas, maias e incas a pimenta, geralmente conhecida por chilli está associada aos rituais sexuais. No Brasil, a pimenta malagueta vermelha, longa, brilhante está constantemente presente no imaginário erótico.

E para beber:

Champanhe: está ligado ao charme, à sedução e aos rituais de conquista.

Licores: provocam sensação de grande bem-estar ao serem tomados após grandes refeições.

Vinho: o álcool dilata os vasos sangüíneos, favorecendo o fluxo até os órgãos genitais. O vinho tinto, misturado com gengibre, canela, cravo, baunilha e açúcar é considerado afrodisíaco e foi recomendado pelo autor francês Rabelais em Gargantua e Pantagruel.

Se quiser experimentar com seu parceiro, vista uma bela lingerie, use a imaginação e criatividade (essenciais para a culinária e para o sexo) e vá para o fogão e é só esperar o “fogo esquentar”!!

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