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Conheça os problemas estomacais mais comuns e saiba como jogá-los para escanteio PDF Print E-mail

Conheça os problemas estomacais mais comuns e saiba como jogá-los para escanteio

            Você certamente já estudou história em algum momento da vida. Logo, conhece Napoleão Bonaparte. Mesmo sem saber os detalhes da Revolução Francesa, do golpe de Estado e de como ele governou a França por dez anos, se você já ouviu falar de Napoleão, também deve conhecer a representação mais famosa do cara: em pé, com uma mão sobre o abdome. Ok, segundo os historiadores, ele foi retratado assim para valorizar seu heroísmo. Mas reza a lenda que a pose está ligada a uma guerra que ele não venceu. O imperador francês morreu sucumbindo a um câncer de estômago. E ao longo da vida sofreu com dores na barriga.

Está se perguntando por que estamos dando aula de história em uma matéria de saúde? Para mostrar que você pode ser um cara corajoso, mas, se não se render aos apelos das tripas, morre.

Infelizmente, essa é uma lição que milhões ainda precisam aprender. "Homens costumam suportar dor estomacal e má digestão pensando que são coisas normais", alerta o gastroenterologia Mark Welton, consultor da Men's Health americana. Elas são simples, mas podem desencadear problemas sérios. Portanto, comece a ouvir os pedidos de socorro do corpo. Depois, leia nosso guia para vencer os piores gremlins gastrointestinais.

AZIA

Seu esôfago é um túnel de músculos que funciona como uma calha para o transporte da comida. É ele que empurra o que você engole para o estômago. Supostamente é uma rua de mão única, mas alguns ácidos às vezes retornam pela contramão, provocando o incêndio: a azia.

Essa reviravolta pode ser causada por uma refeição exagerada, pelo consumo de muita cerveja ou pelo hábito de deitar logo depois de comer. "E ela é muito comum: 20% da população tem azia uma vez por semana", diz o gastroenterologista Eduardo André, consultor da MH. "Mas azia crônica pode ser sinal da doença de refluxo gastroesofágico (DRGE)". Essa síndrome ocorre quando o esfíncter esofágico, válvula que controla a entrada de comida no estômago, pára de trabalhar adequadamente. O problema não tratado pode levar ao cancêr.

Queime o que alimenta a queimação. Uma garfada de gordura é tão maléfica para sua azia como é para seu coração. Em um estudo publicado no Gut, periódico inglês especializado em gastroenterologia, pesquisadores estudaram os hábitos de 371 pessoas e descobriram que aquelas que não sofriam com azia comiam cerca de 10 gramas a menos de gordura por dia do que as vítimas de queimação. "As gorduras, principalmente as de origem animal, relaxam o esfíncter do esôfago, o que facilita o refluxo dos elementos estomacais", explica Carlos Eduardo Jacob, especialista do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Corte 14 gramas de gordura da sua dieta eliminando duas gemas do cardápio.

Mexa-se Pesquisadores noruegueses revelaram que quem faz exercícios regularmente tem menor incidência de DRGE. Durante o estudo, as pessoas que caminhavam por 30 minutos uma vez por semana corriam risco 50% menor de sofrer dessa doença, em comparação aos sedentários. A hipótese dos cientistas é que a atividade aeróbica fortalece o diafragma, que exerce pressão sobre o esfíncter. Com o reforço, ele evita que esse músculo relaxe e permita o refluxo.

Dica expressa Se a azia atacar, fuja dos sais de frutas. Eles têm ácido acetilsalicílico, que vai aumentar a acidez do sistema gastrointestinal e pode piorar o desconforto. Fonte: Men's Health