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CFN rebate posição da Abia: gordura trans faz mal à saúde

 

O consumo excessivo de gordura trans eleva os riscos de doenças cardiovasculares. Seu consumo aumenta o LDL colesterol - considerado ruim -, reduz o HDL colesterol e aumenta os triglicerídios sanguíneos. Embora essas afirmações sejam consenso no meio científico, confirmado pela Organização Mundial de Saúde desde 2003, o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Alimentação (Abia), Edmund Klotz, colocou em dúvida o risco da gordura trans, em reportagem na Folha de São Paulo da segunda-feira (8/9).

 

Klotz afirmou ao repórter do jornal que "a ciência pega um monte de rato e enche de margarina, o bicho morre entupido e conclui-se que a gordura trans faz mal. Pode até fazer mal, eu não sei". Ele disse que não é possível falar em prazo para a eliminação da gordura dos alimentos industrializados, apesar das tentativas de negociação do Ministério da Saúde.

 

Em nota encaminhada ao jornal, assinada juntamente com a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), o CFN reforça que a gordura trans faz mal. Para as duas entidades, é urgente que a indústria faça investimentos em pesquisa para obter alternativas que sejam viáveis economicamente para a substituição desse insumo, que é maléfico para o sistema de saúde e para a população em geral.

 

Atualmente há algumas alternativas, como a utilização do óleo de palma ou da gordura interestrificada, que passou por um processo que solidifica óleos vegetais sem a necessidade de hidrogená-los. Embora ainda seja necessária readequação das formulações para diminuir os custos dessas e de outras alternativas, obter investimentos para isso não deve ser problema para a indústria. Segundo o próprio presidente da Abia, a indústria de alimentos representa um terço do PIB nacional e é responsável por 60% do superávit da balança comercial, ficando atrás só do petróleo.